OS DESAFIOS HISTÓRICOS E FISIOLÓGICOS DA MULHER ATLETA
- PHYSIOLAB

- 21 de mar. de 2024
- 2 min de leitura

Nas últimas décadas, as modalidades esportivas femininas passaram a ter destaque na mídia, a atrair mais telespectadores e admiração de seus acompanhantes. Mas durante muito tempo, os esportes praticados por mulheres eram vistos como “desinteressantes”, “monótonos” ou mesmo com “nível técnico reduzido”.
O que muitos desconsideram é que, há pouco tempo, o público feminino passou a ter acesso a práticas esportivas, isto porque o normal era a mulher em das restrições sociais, comumente impedida de realizar coisas fora dos padrões, como por exemplo, esportes e exercício físico. Literalmente, exercício era coisa de homem.
Por mais absurdo que pareça, faz pouquíssimo tempo que as coisas deixaram de ser assim!
Ainda em 1941 a 1975 vigorava o Decreto-Lei 3.199, com o seguinte artigo: "às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza".
Tanto que, atualmente, temos uma crescente da população idosa feminina com uma série de comorbidades ocasionada pelo sedentarismo, pelo simples fato de que lá atrás, cuidar da própria saúde era algo ilegal e imoral.
Neste ano, teremos PARIS 2024, sendo o primeiro momento da histórica com participação equivalente de homens e mulheres nos jogos olímpicos após 128 anos do primeiro evento.
Essa olimpíada trará modalidades ainda mais competitivas, resilientes e inclusive mais atrativas que as masculinas graças a evolução e investimento no esporte feminino (ainda temos muito a crescer em apoio e financiamento). Literalmente um espetáculo!
Sem querer prolongar minha fala de hoje, não posso deixar de comentar que, além deste importante fator histórico de restrições socioculturais que impactaram diretamente suas habilidades motoras, a mulher é mais suscetível a probabilidade de vivenciar episódios de dor e injúrias músculo esqueléticas em comparação aos homens por questões hormonais.
Somente a própria mulher sabe as mudanças relacionadas ao ciclo menstrual que ocorre todos os meses e o quanto isso influencia em nossa rotina. Ainda que, o uso das medicações contraceptivas para evitar períodos de grandes oscilações hormonais, é o recurso mais utilizado por inúmeras atletas. Porém, não há evidências que o uso prolongado destas medicações reduza as lesões desse público.

De fato, seja pelos fatores históricos ou hormonais, ser uma mulher atleta não é algo simples. Mas, mesmo que você não objetive o alto rendimento, a prática de exercício regular é fundamental para a manutenção da saúde e bem-estar.
Não há nada mais gostoso do que realizar um esporte que você ama, não é mesmo?
Se você é mulher e quer cuidar da sua saúde, conte com a PHYSIOLAB. Nossa equipe está preparada para te ajudar a progredir de forma segura e encorajá-la a evoluir no seu esporte.
Referências
DI PIERRO, Carla. Mulher e esporte: uma perspectiva de compreensão dos desafios do Ironman. Rev. bras. psicol. esporte, São Paulo , v. 1, n. 1, p. 01-22, dez. 2007 .
White L, Losciale JM, Squier K, et al Combined hormonal contraceptive use is not protective against musculoskeletal conditions or injuries: a systematic review with data from 5 million females British Journal of Sports Medicine 2023; 57:1195-1202.
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Texto escrito por:
Dra. Alana L. F. Tavares
Fundadora e CEO
Fisioterapeuta pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Mestrado em Biociência e Saúde pela UNIOESTE
Especialista pelo COFITTO em Fisioterapia Esportiva
Sócia Sonafe
Docente universitária no curso de Fisioterapia
Osteopatia pela Escuela de Madrid



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