TENDINOPATIAS: “TRATE O DONUT’S E NÃO O BURACO”
- PHYSIOLAB

- 22 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 19 de fev. de 2024
Esta a frase passa muito na cabeça do fisio que avalia uma pessoa com tendinopatia, também conhecida como tendinite.
Mas afinal o que é tendinopatia?
Temos diferentes tipos de tendões no nosso corpo e a principal função deles são de auxiliar na estabilidade e no armazenamento de energia (chamamos que ele atua como uma mola) para atuar com o músculo durante os movimentos que realizamos no nosso dia-a-dia. Lembrando que: o tendão é um tecido mais esbranquiçado que está nas extremidades do músculo. Todos os músculos do corpo possuem uma parte tendinosa que é onde estão as suas respectivas origens e inserções com o tecido ósseo, conforme vemos na foto na imagem abaixo.

É tão fácil assim lesionar o tendão?
O tendão tem a capacidade de se adaptar a carga, porém um tendão descondicionado ou se estressarmos o tendão com uma carga superior a sua capacidade, alguma tarefa que não estamos habituado, como levantar algum peso acima da cabeça, correr 5km, 8km...., pode desencadear o que chamamos de fase reativa, na qual geralmente a pessoa vai apresentar dor localizada sobre a região do tendão durante o movimento.
Se não identificado os fatores que provocam a tendinopatia, a mesma pode evoluir para uma fase degenerativa, na qual o tendão dificilmente recupera sua capacidade de responder a carga.
Mas calma, o tendão não se degenera todo ao mesmo tempo...há porções que podem estar em fase inicial da doença e que pode ser tratado.

Para isso é essencial procurar fisioterapeuta especialista, pois é um profissional capacitado para identificar os fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença e bem como identificar os recursos fisioterapêuticos mais adequados de acordo com fase da tendinopatia.
E por que o trocadilho com o donut’s?
o donuts seria o tendão e o buraco do donut’s seria a porção que dificilmente se regenera. E temos que focar no que possui saudável e integro para que ele não se torne uma porção degenerada.

Fonte: Cook JL, Rio E, Purdam CR, Docking SI. Revisiting the continuum model of tendon pathology: what is its merit in clinical practice and research? Br J Sports Med. 2016 Oct;50(19):1187-91. doi: 10.1136/bjsports-2015-095422. Epub 2016 Apr 28. PMID: 27127294; PMCID: PMC5118437.
Traduzido por Bianca Taborda
Referências
Cook JL, Purdam CR. Is tendon pathology a continuum? A pathology model to explain the clinical presentation of load-induced tendinopathy. Br J Sports Med. 2009 Jun;43(6):409-16. doi: 10.1136/bjsm.2008.051193. Epub 2008 Sep 23. PMID: 18812414.
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Texto escrito por:
Dra. Bianca Taborda
Fisioterapeuta pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Mestrado em Avaliação e Intervenção em Fisioterapia pela UNESP
Especialista em Fisioterapia Ortopédica
Docente universitária do curso de Fisioterapia



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